|
|
|
::
Projetos
|
|
Coordenação:
Profª. Drª. Josanídia Santana de Lima joslima@ufba.br
Biomonitoramento da Poluição Aérea da Cidade do Salvador-BA, utilizando Mangifera indica L. (Anacardiaceae) como espécie bioindicadora.
O biomonitoramento é a avaliação a longo prazo da qualidade ambiental de uma determinada área, utilizando sistemas vivos (seres vivos) que podem ser chamados de bioindicadores ou biomonitores, espécies resistentes ou tolerantes, sensíveis aos poluentes. Muitas dessas reações já são conhecidas pelos pesquisadores. Os biomonitores podem ser ativos (quando as espécies são cultivadas em condições controladas e padronizadas, e expostas no local a ser estudado) ou passivos (quando as análises são feitas em espécies já existentes no local a ser analisado, no qual os poluentes acumularam-se ao longo do tempo). As vantagens do uso de espécies bioindicadoras para análises de biomonitoramento do ambiente estão, entre outras, no baixo custo e na reação dos vegetais frente à presença da mistura dos vários poluentes ao mesmo tempo e associados a características ambientais. Nenhum aparelho consegue medir a concentração de todos os poluentes ao mesmo tempo, muito menos o efeito do poluente no ser vivo. O biomonitor consegue fazer isso.
A Mangifera indica L. é um dos bioindicadores escolhidos no Programa de Biomonitoramento da cidade do Salvador, porque, além de possuir reações específicas, mensuráveis e conhecidas a certos poluentes, é acumuladora de enxofre (um dos poluentes mais presentes nas cidades de tráfego automotivo intenso). Existem vários outros trabalhos com mangueira já desenvolvidos no Laviet (Laboratório de Alternativas Viáveis a Impactos em Ecossistemas Terrestres) do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. Visite o site www.laviet.ufba.br para mais informações.
O biomonitoramento passivo com a mangueira será realizado através de medidas, em folhas, de teores de enxofre e de ácido ascórbico, de clorofila, de presenças de material particulado insolúvel, pH e condutividade externos, e de análises anatômicas. Desse modo, poder-se-á avaliar alterações provocadas na mangueira provenientes dos poluentes atmosféricos. O vegetal passa a funcionar como um sensor, um equipamento, cujas respostas auxiliarão a avaliação sobre a qualidade do ar que estamos respirando na cidade do Salvador.
Maiores Informações:
Dália Melissa Conrado
dalia@pop.com.br
Mestranda do PPG em Ecologia e Biomonitoramento - UFBA
LAVIET - Laboratório de Alternativas Viáveis a Impactos em Ecossistemas Terrestres do Instituto de Biologia. Tel.: 71-263-6522
|
|
|
Monitoramento Passivo e Biomonitoramento da Qualidade do Ar da Cidade de Salvador Utilizando A Espécie Nicotiana Tabacum, L.
Devido ao grande crescimento demográfico e conseqüentemente maior fluxo de veículos automotivos, tem sido observado, principalmente nos grandes centros urbanos, índices cada vez mais elevados de poluentes atmosféricos que são emitidos de forma direta ou indireta por esses veículos.
Os poluentes em geral causam diversos danos à saúde da população humana e, especificamente o O3 pode causar alguns tipos de câncer (por atuar como agente mutagênico) e agravar doenças respiratórias. Nesse contexto a necessidade de monitorar a qualidade do ar das grandes cidades, através de estudos realizados com efeitos diretos em seres vivos, tornou-se imprescindível.
A técnica do biomonitoramento, já estabelecida há pouco mais de um século, utiliza seres vivos com a finalidade de monitorar poluentes atmosféricos. No âmbito deste Programa de Biomonitoramento da Qualidade do Ar da Cidade do Salvador serão utilizadas espécies vegetais específicas para cada poluente a ser analisado.
O tabaco (Nicotiana tabacum, L.) é uma espécie vegetal padronizada internacionalmente e portanto bastante referida na literatura, sendo utilizado como bioindicador da poluição atmosférica causada por O3.
Neste projeto a espécie Nicotiana tabacum variedade Bel-W3 será exposta em 10 pontos da cidade de Salvador por 10 períodos de 30 dias cada. Posteriormente as folhas serão analisadas visualmente quanto à presença de necroses foliares, já que são sintomas típicos da ação do O3 nesta espécie vegetal. Outros parâmetros como padrão de crescimento e teor de clorofila também serão avaliados.
O cultivo e preparo da espécie em questão para a exposição serão realizados no LAVIET (Laboratório de Alternativas Viáveis a Impactos em Ecossistemas Terrestres)/ Instituto de Biologia/ UFBA, onde as necessidades da espécie serão devidamente monitoradas (luminosidade, administração de regas e preparo do substrato para plantio).
Paralelo à técnica do biomonitoramento será realizado o monitoramento passivo das concentrações de SO2 e O3 nos mesmos 10 pontos, a partir da utilização de amostradores químicos.
Maiores Informações:
Alice Torres Barbosa
Bacharelanda em Ciências Biológicas da UFBA
licatorres@yahoo.com.br
|
|
|
Coordenação:
Orientadora
Profª. Drª. Eneida de Moraes Marcílio Cerqueira
Efeitos genotóxicos em tétrades de Tradescantia pallida var. purpurea induzidos pela poluição atmosférica da Cidade de Salvador - BA
A espécie Tradescantia pallida variedade purpúrea, uma planta ornamental também conhecida como "orelha de coelho" e muito utilizada no paisagismo de parques e jardins da cidade do Salvador, será utilizada como biomonitor para detectar o efeito genotóxico (dano genético) da poluição. Esse efeito será detectado pela presença de micronúcleos através do teste TRAD-MCN, a ser desenvolvido no Laboratório de genética Toxicológica da UEFS.
A Tradescantia será cultivada em pontos experimentais ao longo da cidade e terá suas inflorescências coletadas periodicamente para avaliação em laboratório.
Os objetivos desse projeto constituem-se basicamente em fazer a contagem de micronúcleo nas inflorescências de Tradescantia pallida como indicador da presença de substâncias carcinogênicas nas estações experimentais, informar sobre a qualidade do ar na cidade do Salvador/BA e subsidiar medidas para adoção de práticas preventivas de Saúde Pública decorrentes da poluição ambiental.
Vale salientar que estudos realizados revelaram a suscetibilidade de mutação genética em feto humano induzido por poluentes do ar. Devido ao fato da estrutura do DNA e seus mecanismos de dano e recuperação serem universais para os seres vivos, a clastogenicidade (ou seja, quebra cromossômica) revelada em vegetais deve ter a mesma validade daquela obtida em cromossomos de mamíferos. Assim, sua eficiência para taxar perigos à saúde não pode ser negligenciada pelo fato do teste utilizar cromossomos vegetais, podendo servir como um indicador do efeito de poluentes carcinogênicos em seres humanos.
Maiores Informações:
Joselli Santos Silva
Bacharelanda em Ciências Biológicas com ênfase em Genética da UEFS
josellissilva@msn.com
|
|
|
Proposta de inserção da Educação Ambiental nas escolas como estratégia para sensibilizar e mobilizar a comunidade escolar a participar do Projeto de Biomonitoramento da Qualidade do Ar de Salvador
Objetivo geral:
Inserir a Educação Ambiental no contexto escolar de forma continuada e sustentável através da proposta da transversalidade e multidisciplinaridade de temas relacionado a poluição do ar e aplicação dos conceitos e práticas no cotidiano dos alunos e professores.
Objetivos específicos:
1 - Fazer diagnóstico do público alvo, estudantes e professores das escolas do entorno das estações experimentais com relação ao interesse na participação no projeto e o nível de informação a cerca do tema proposto no projeto.
2 - Apresentar o Projeto de Biomonitoramento da Qualidade do Ar de forma a sensibilizar as comunidades escolares para participarem do projeto.
3 - Formar grupos de estudo e monitores para participarem do projeto desenvolvendo atividades de pesquisa em conjunto com os pesquisadores da UFBA.
4 - Promover entre as escolas, seminários, palestras, gincanas e feiras de ciências para divulgação dos resultados dos trabalhos realizados pelos alunos participantes.
5 - Avaliar e validar as estratégias utilizadas no contexto do ensino teórico/prático da Educação Ambiental.
Maiores Informações:
Zafira Evelma da Rocha Gurgel
Graduanda em Ciências Biológicas UFBA
evelmag@yahoo.com.br
|
|
|
Coordenação:
Orientador
Prof. Dr. Aristóteles Góes Neto (LAPEM/UEFS)
Biomonitoramento do ar através de Myxomycete
1. COLETA DOS SUBSTRATOS
Com o auxílio de uma faca ou espátula, serão extraídos a uma altura de 1,5 m do solo, 3 fragmentos das cascas das mangueiras, cada um medindo 15 x 6 cm, sendo 2 fragmentos por árvore e uma 1 árvore por estação de coleta. O material será acondicionado em sacos de papel pardo juntamente com uma etiqueta, contendo os dados da coleta. O material será então transportado para o Laboratório de Pesquisa em Microbiologia (LAPEM-UEFS).
2. MONTAGEM DAS CÂMARAS-ÚMIDAS
Com esses substratos, serão montadas as câmaras-úmidas, nas quais, os esporos ou cistos, possivelmente presentes, germinarão iniciando o ciclo de vida dos Myxomycetes. Para cada fragmento serão montadas três câmaras-úmidas.
As câmaras-úmidas serão montadas, utilizando-se placas de Petri plásticas que serão revestidas, no fundo, com papel filtro. Os substratos serão colocados sobre o papel filtro e em seguida é colocado água destilada esterilizada até cobrir todo o material. As placas serão identificadas com um número referente ao substrato. Após aproximadamente 12 horas, o excesso da água é retirado (STEPHENSON, 1985).
As placas serão deixadas em temperatura ambiente (± 25ºC) e observadas constantemente, assim como molhadas com água destilada esterilizada, num intervalo de três em três dias. Serão também anotadas a presença de plasmódios e esporocarpos em uma ficha de controle das câmaras. As placas, em que forem observadas a presença de corpos de frutificação, serão separadas para a identificação e posterior herborização.
3. IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES
Os esporocarpos encontrados nas câmaras-úmidas serão analisados observando-se as características macroscópicas ao microscópio estereoscópico.
As microestruturas serão analisadas e medidas utilizando-se o microscópio óptico. Em cada amostra, serão efetuadas 10 contagens para determinar as dimensões do esporo e capilício, com o auxílio de ocular micrométrica. Todos os dados qualitativos e quantitativos serão anotados em uma ficha de laboratório. Serão utilizados os trabalhos de LISTER (1911), RODRIGUES & GUERRERO (1990), TEIXEIRA (1976) e FARR (1968, 1976) para a identificação das amostras.
4. ANÁLISE DOS DADOS
Serão determinadas a riqueza (número total de espécies), a abundância absoluta (número de indivíduos em uma cultura) e ponderada (número de indivíduos da espécie em uma cultura dividido pela média de indivíduos dessa espécie em todas as culturas), a diversidade (relação entre riqueza e abundância) através do índice de Shannon-Weaver, e a dominância.
Serão utilizados diferentes índices de similaridade para a análise exploratória dos dados por agrupamento e ordenação.
Maiores Informações:
Daniela Silva dos Santos
Estudante de Graduação - Ciências Biológicas - LAPEM/UEFS
dass-bio@bol.com.br
|
|
|
Coordenação:
a a
a
a
Maiores Informações:
a
|
|
|
|
|
 |
|
|